No curto espaço de tempo de uma noite, tudo que era habitual e familiar fora arrancado de mim, e eu estava no meio de uma transição. Havia uma lição a ser tirada daquilo, algo difícil de compreender: que carregamos conosco nosso destino, que o destino não depende desse tipo de fracasso ou sucesso. Tomar consciência disso é um longo processo, que inclui uma abertura ao sofrimento, encarando-o como parte da vida, do desenvolvimento, da mutação.

Acho que é bom reconhecer o momento, como ele se apresenta, e aceitá-lo como uma dádiva. As dádivas não são apenas de felicidade. Acho que aceito isto. Acho que esta é a minha mais importante mutação.

Era uma felicidade descobrir que  a mutação não representava um obstáculo.

Por Liv Ullmann.