Go Girl Go!

“Dream as if you will live forever. Live as if you will die today.”

James Dean

O Monologo da Atriz

Já não há mais papéis. /Já não há mais papéis /como aqueles que costumavam /virar minha alma do avesso /e esgotavam de vez /todas as minhas lágrimas. /Estou cansada desta vida, /quero fugir para o campo. //Já não há mais papéis que prestem. /Estou me afogando no sempapelismo.

Por Ievguêni Ievtushênko. versos do poema O Monólogo da Atriz do livro Poesia Soviética p.338.

entre parenteses

(Ela é a heroína solitária de um daqueles filmes em preto-e-branco nos quais sempre termina chovendo. Escapou há poucos dias das vis intenções de um sedutor inteiramente sem escrúpulos. Até que se saiu bem da situação, o público já estava tranquilo quanto ao futuro a ela reservado. A palavra Fim aparece na tela.)

Por Céline Curiol. trecho de seu livro Voz Sem Saída p.66.

Atomic Tangerine. frames do teaser de lançamento.

Atomic Tangerine. frames do teaser de lançamento.

a última aula de ballet do “ano da bailarina” foi hoje.

Pode Acontecer

No ano que vem ela fará mais um aniversário e, se ela lembrar de entrar na cama com o pé esquerdo primeiro e virar o travesseiro de lado antes de pegar no sono, quem sabe o que pode acontecer?

A Árvore dos Desejos de William Faulkner.

“Nao decore os passos, aprenda o caminho”

—Klauss Vianna.


Quando comecei, fazia teatro num buraco, embaixo de uma escada. Fiquei sensibilizado com uma placa que vi em Londres: "theatre and toilets". Quando se está começando e não se tem nenhum recurso, se faz teatro do lado da privada. Isso é belo. Não há nenhuma crítica nisso. 

Por Patrice Chéreau.
fotografia de Rosano Mauro Jr. para o clipe Toda Bonita de Lemoskine.

Quando comecei, fazia teatro num buraco, embaixo de uma escada. Fiquei sensibilizado com uma placa que vi em Londres: "theatre and toilets". Quando se está começando e não se tem nenhum recurso, se faz teatro do lado da privada. Isso é belo. Não há nenhuma crítica nisso.

Por Patrice Chéreau.

fotografia de Rosano Mauro Jr. para o clipe Toda Bonita de Lemoskine.

Realidade e Enigma

São muitas as razões pelas quais eu sempre inseri o fantástico em meus filmes: a primeira é que eu creio profundamente em um mundo não paralelo, mas onipresente: somos cegos em relação ao mundo em que vivemos, que é quase fantástico. Não gosto de empregar certas palavras como “espírito”, “deus”, porque acho que as realidades às quais elas se referem são intraduzíveis em palavras. Sempre fico embaraçado quando se trata de empregar essas palavras, mas é verdade que eu tenho esse lado e em todos os meus filmes, se não há um elemento fantástico, há pelo menos um elemento enigmático, como se a gente nunca pudesse estar seguro de nada, e que, fundamentalmente, nunca soubesse o que é realidade.

Por Jean-Claude Brisseau.

Aventura

  • Rossignot: (...) A seu ver, o homem perdeu o sentido da vida?
  • Brisseau: É verdade que quando se vive em uma sociedade, a gente percebe que se vive em uma espécie de mentira e hipocrisia permanentes e que sempre se viveu assim. /Sempre convivemos com proibições, com tabus e o sexo é um deles. Apesar de uma grande exposição durante muito tempo, estamos voltando a uma concepção muito puritana. Mesmo quando a gente não é [puritano], há sempre uma parte de mentira. Essa parcialidade não está ligada apenas ao nosso inconsciente individual no sentido freudiano ou inconsciente social no sentido de Marx: nós temos nossos sentidos, todo nosso sistema de percepção que nos impede de ver realmente as coisas. /Eu queria fazer um filme sobre essa tomada de consciência, do fato de que afinal não sabemos nada e do pouco que sabemos há algo de extraordinário. Perdemos o hábito que tínhamos quando crianças de fazer perguntas sobre o sentido da vida: "por que vivemos?" etc. Quando nos tornamos adultos, começamos a esquecer essas perguntas e eu tinha interesse em retomá-las. O que não é muito fácil.
  • Jean-Claude Brisseau sobre seu filme A Aventura. entrevistado por Olivier Rossignot/2009.
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