Uma pessoa que não tem nada a dizer não seria capaz de produzir uma única obra. Quando descubro algo, expresso-o artisticamente e, então, a forma de expressão é perfeita. Os primeiros impressionistas descobriram alguma coisa, a maneira de transferir a luz para a tela. Seus quadros se tornaram perfeitos imediatamente. A forma foi perfeita no início. Isso significa que o artista que descobre uma nova forma, que é o primeiro a utilizá-la, tem o direito de repeti-la até certo momento porque tem que transmitir sua ideia. Isto é natural. Mas o artista exaure a ideia em determinado tempo e, ou ele tem a sorte de morrer antes que isto aconteça ou deve fazer algo consigo mesmo se deseja viver. Vanguarda é ir além da forma já adquirida, não parar de procurar, renunciar às posições já conquistadas, não permitir a realização daquilo que se chama plenitude, não cultivar um estilo, ainda que possa estar sempre dentro da corrente escolhida, seguindo sua linha. Novas pessoas surgem, ignoram tudo do passado, trazem a sua carga, procuram forçar uma porta aberta. Os artistas hoje considerados de vanguarda continuaram a mudar com o tempo, com a juventude. E os jovens muitas vezes revertem aos artistas de dias passados.
Por Tadeusz Kantor.
A peca de teatro deve ser antes de tudo um poema. — Maeterlinck
No teatro não há nenhuma separação entre as várias expressões artísticas. Tudo é parte de um todo. Meu uso da luz, meu trabalho com os atores, o cenário, os figurinos, a maquiagem, são elementos da concepção de uma expressão artística visual. Do mesmo modo, também a música é parte do todo. Para mim, no teatro, o que é visual e o que é sonoro são aspectos inseparáveis, que devem reforçar um ao outro, fazer com que cada um seja percebido com mais força. O todo é mais do que a soma das duas partes. Não vejo diferença entre abordar uma obra operística ou teatral. Para mim, todo teatro é uma expressão de música e dança. Prefiro sempre um trabalho clássico e uma construção clássica. Para mim a vanguarda é redescobrir os clássicos. Minha responsabilidade como artista é dizer, o que é isso? E não o que uma coisa é.
Por Robert Wilson.
Eu vou tocar a parte em que tudo muda. — Katia ao piano. personagem interpretada por Sofia Botelho na montagem de Pais e Filhos de Adolf Shapiro e Mundana Companhia.
O contato com os outros atores, com a plateia, a troca energética, essa sutileza que existe nas relações, prova que não há porto seguro. E essa é a nossa salvação.
Sergio Siviero sobre o trabalho com Adolf Shapiro.
Uma peça não é só a peça. A peça é só um pedaço.
Sílvio Restiffe sobre o trabalho com Adolf Shapiro.
Quando você sabe que atuou bem? Quando você sai de cena e lembra da reação do seu parceiro.
Fredy Állan sobre o trabalho com Adolf Shapiro.
Para atravessar as nossas fronteiras, para superar os limites, para preencher o nosso vazio - realizarmo-nos.
Por Jerzy Grotowski.
na foto Fausto Fawcett, eu e Xico Sá mostramos o lado do coração. Hoje na Virada Cultural de São Paulo tem Trovadores do Miocárdio no SESC Santo Amaro às 22h.
ela virou minha madrinha e ontem eu gravei com ela.