October 2011
16 posts
Conselho para a atriz
Refresca-te, irmã, na água / Da pequena tigela de cobre com pedacinhos de gelo - / Abre os olhos sob a água, lava-os - / Enxuga-te com a toalha áspera e lança / Um olhar num livro que amas. / Começa assim / Um dia belo e útil.
Por Bertolt Brecht.
E´ o primeiro passo que conta.
– Brigitte Bardot. citação do seu livro de memórias Iniciais BB/p.230.
Uma chance
Não devemos nunca perder uma chance. E as chances, nunca sabemos onde elas se encontram; portanto, nunca devemos deixá-las escapar! É uma luta, um combate permanente. Se não fizermos um certo esforço, deixamos de avançar, e quem deixa de avançar, recua.
Por Brigitte Bardot.
Nao ha´ melhor professor do que o proprio trabalho, o tempo e a vida se...
– Brigitte Bardot. citação do seu livro de memórias Iniciais BB/p.94.
Sucesso
Não gosto do fenômeno da vida bem-sucedida. O que é uma vida bem-sucedida? São as honras, receber a Legião de Honra? É uma conta recheada no banco? Ou uma vida bem-sucedida é uma fidelidade a si mesmo? Uma intensificação da vida dos 7 aos 77 anos? No final, tudo se resume à tragetória de um ser humano. Há tragédias, dramas na vida de cada um. Só de pensar nisso já poderíamos dizer que fracassamos...
Trabalho
Quando trabalhamos fazemos uma escolha. Trabalhamos ou para ganhar dinheiro - e há profissões hoje somente para isso - ou com uma certa ideia de generosidade, de que devemos merecer nossso lugar sobre a Terra, merecer nossa inscrição na sociedade, na civilização e na espécie. Ninguém é obrigado a ser um gênio, a mover montanhas, como Einstein, mas todo mundo é obrigado a participar. Não há nunca...
Sobre ser uma luz
Eichenberg: Um chefe de orquestra lhe disse uma vez: "Não podemos nos apagar, nunca se sabe para quem poderemos ser uma luz". Você permanece acesa?
Ardant: Enfim, eu luto, eu luto.
Eu penso que nossa epoca e´ muito conformista, muito politicamente correta.
– Fanny Ardant. citação do livro Entre Aspas de Fernando Eichenberg/p.95.
Sobre sua vida
Eichenberg: Você viveu quatro anos ao lado de François Truffaut, de 1981 a 1984. O que poderia dizer sobre esse período?
Ardant: Não tenho vontade de falar sobre isso. Estranhamente sou o contrário da psicanálise: é quando falamos das coisas que as diluimos. Como se colocássemos água por tudo.
Eichenberg: É verdade que você cogitou deixar a carreira de atriz quando ele morreu?
Ardant: Não sei. [silêncio.]
Sobre (a) vida
Eichenberg: O escritor F. Scott Fitzgerald, que você aprecia, dizia que a vida é um longo processo de demolição. Você diz que é preciso amar esta demolição.
Ardant: É sempre melhor amar as coisas inexoráveis. É melhor amar a onda que vai te tragar. Melhor mergulhar na onda do que se deixar castigar por ela, e ser atirado à terra. Uma vez que algo é inexorável, é melhor ter uma complacência pela destruição do que uma resistência. Acho que tudo o que aceitamos faz parte, depois, da condição humana de dizer "ok, é assim". Podemos nos arrepender, podemos ser melancólicos, mas é assim.
Das certezas
Digo muitas besteiras, mas tenho certeza de uma coisa: não se deve nunca trair seus sonhos, senão se abre porta à amargura. A busca do conforto e da segurança é uma forma de viver, mas não é a minha. Penso que, na vida, quando se chega aos quinze anos, e se começa a ter certezas ou sonhos, isso é que é importante, sempre permanecer fiel a isso. Não se deixar levar pelas honras, o dinheiro, a...
Eu sou uma mulher contraditoria. Nunca encontrei uma total serenidade. Melhor...
– Fanny Ardant. citação do livro Entre Aspas de Fernando Eichenberg/p.99.
O que mais me marca
O que mais me marca, de fato, são as pessoas que me impressionaram. Que não me impressionaram como diretores, mas como seres humanos. As marcas que me deixaram os grandes diretores foi o amor pelo trabalho, o entusiasmo de estar num estúdio, a busca pelo absoluto, essas são grandes influências que recebemos e que depois gostamos de reencontrar e dizemos: “Ah, não me enganei, que bom que em...
Ser Atriz,
para ela, é o “vento que partilhamos, um instante que parte como fumaça, mas também uma maneira maravilhosa de viver um milhão de vidas”. Porém fora dos palcos e da mira das câmeras, seu interesse é outro: “Eu sou obcecada por aquilo que se é, não pelo que se representa”.
Fanny Ardant. / Por Fernando Eichenberg.