Go Girl Go!

A Forma Perfeita

Uma pessoa que não tem nada a dizer não seria capaz de produzir uma única obra. Quando descubro algo, expresso-o artisticamente e, então, a forma de expressão é perfeita. Os primeiros impressionistas descobriram alguma coisa, a maneira de transferir a luz para a tela. Seus quadros se tornaram perfeitos imediatamente. A forma foi perfeita no início. Isso significa que o artista que descobre uma nova forma, que é o primeiro a utilizá-la, tem o direito de repeti-la até certo momento porque tem que transmitir sua ideia. Isto é natural. Mas o artista exaure a ideia em determinado tempo e, ou ele tem a sorte de morrer antes que isto aconteça ou deve fazer algo consigo mesmo se deseja viver. Vanguarda é ir além da forma já adquirida, não parar de procurar, renunciar às posições já conquistadas, não permitir a realização daquilo que se chama plenitude, não cultivar um estilo, ainda que possa estar sempre dentro da corrente escolhida, seguindo sua linha. Novas pessoas surgem, ignoram tudo do passado, trazem a sua carga, procuram forçar uma porta aberta. Os artistas hoje considerados de vanguarda continuaram a mudar com o tempo, com a juventude. E os jovens muitas vezes revertem aos artistas de dias passados.

Por Tadeusz Kantor.

“A peca de teatro deve ser antes de tudo um poema.”

—Maeterlinck

Para ele

No teatro não há nenhuma separação entre as várias expressões artísticas. Tudo é parte de um todo. Meu uso da luz, meu trabalho com os atores, o cenário, os figurinos, a maquiagem, são elementos da concepção de uma expressão artística visual. Do mesmo modo, também a música é parte do todo. Para mim, no teatro, o que é visual e o que é sonoro são aspectos inseparáveis, que devem reforçar um ao outro, fazer com que cada um seja percebido com mais força. O todo é mais do que a soma das duas partes. Não vejo diferença entre abordar uma obra operística ou teatral. Para mim, todo teatro é uma expressão de música e dança. Prefiro sempre um trabalho clássico e uma construção clássica. Para mim a vanguarda é redescobrir os clássicos. Minha responsabilidade como artista é dizer, o que é isso? E não o que uma coisa é.

Por Robert Wilson.

“Eu vou tocar a parte em que tudo muda.”

—Katia ao piano. personagem interpretada por Sofia Botelho na montagem de Pais e Filhos de Adolf Shapiro e Mundana Companhia.

Teatro se faz todo dia

O contato com os outros atores, com a plateia, a troca energética, essa sutileza que existe nas relações, prova que não há porto seguro. E essa é a nossa salvação.

Sergio Siviero sobre o trabalho com Adolf Shapiro.

A arte esta´ no processo

Uma peça não é só a peça. A peça é só um pedaço.

Sílvio Restiffe sobre o trabalho com Adolf Shapiro.

Trabalhar COM o outro

Quando você sabe que atuou bem? Quando você sai de cena e lembra da reação do seu parceiro.

Fredy Állan sobre o trabalho com Adolf Shapiro.

Por que fazemos Arte?

Para atravessar as nossas fronteiras, para superar os limites, para preencher o nosso vazio - realizarmo-nos.

Por Jerzy Grotowski.

na foto Fausto Fawcett, eu e Xico Sá mostramos o lado do coração. Hoje na Virada Cultural de São Paulo tem Trovadores do Miocárdio no SESC Santo Amaro às 22h.

na foto Fausto Fawcett, eu e Xico Sá mostramos o lado do coração. Hoje na Virada Cultural de São Paulo tem Trovadores do Miocárdio no SESC Santo Amaro às 22h.

ela virou minha madrinha e ontem eu gravei com ela.

ela virou minha madrinha e ontem eu gravei com ela.

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